Uma vez ouvi a seguinte frase: "todo mundo tem seus fantasmas internos". Concordo plenamente.
Outro dia eu estava pensando em como fui sortudo na vida: tive uma excelente educação, condição financeira privilegiada (não que seja rico, mas estudei em escola particular e já acho isso um privilégio grande), adolescência saudável, curtição sem exageros, e agora me encontro em condições de seguir em frente, com um emprego bom e prospecções de futuro.
Aí veio o "fantasma". E eu disse a mim mesmo, como se fosse um ator em uma cena de novela auto-explicativa: 'E quem disse que a vida é fácil?'
Os maiores problemas não estão fora, mas dentro. Matar um leão por dia (ou escapar deles, afinal meu nome é Daniel) é fácil.
O difícil é matar o fantasma, esse ser incorpóreo, invisível, onipresente, multifacetado e desconhecido. Um desconhecido que se transfigura em momentos intensos, que aparece em forma de medo, de discussões.
Mas ele não pode impedir de continuar. Aos poucos, a gente mata o fantasma, ou pelo menos aprende a conviver com ele... mas aprender a conviver com ele não seria uma forma de matar?
A vida ensina aos poucos, mas ensina.

1 comentários:
Aprendemos uma hora, com ou sem fantasmas...
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