domingo, 7 de novembro de 2010

Privacidade?

Minha vida está exposta na internet. A de todos nós está. Um pouco mais ou um pouco menos.
Eu nunca tinha pensado muito a respeito, mas a metéria de capa da revista Galileu deste mês (não é jabá!) me fez repensar muito o assunto.
Quem gosta de internet e de estar conectado, invariavelmente se expõe. São novos tempos em que todos sabem o que se passa na nossa vida, em que o namoro só termina de verdade quando se muda o "status" do Orkut/Facebook, em que viagem sem fotos colocadas no Flickr/Facebook/Orkut/Picasa são como se não tivessem ocorrido.
Como todas as novidades de comportamento da sociedade, este tipo de exposição da própria vida na web começou naturalmente e hoje é pauta da mídia, das conversas de bares, e de polêmica. Afinal, podemos citar incontáveis exemplos de pontos negativos e positivos dessa superexposição online: a internet aproxima as pessoas, nos mantém em contato com velhos amigos, auxilia vítimas de terremoto, possibilita a movimentação maciça de pessoas em prol de coisas boas (Ficha Limpa, por exemplo). Mas a internet tem sido palco de casos perigosos de cyberbullying, trolls e desocupados que se ocupam de difamar outras pessoas (famosas ou não) pelo simples prazer de praticar o mal ou por inveja (veja o vídeo e os comentários a respeito no blog Querido Leitor, é interessante e bizarro, no mínimo).

Muito do que ocorre hoje a respeito dessa superexposição na web é oriundo de jovens e adolescentes que cada vez mais acessam a rede mundial de computadores e têm tempo de escrever, assistir e propagar as mais impensadas e inconseqüentes atitudes, que chegam a causar até depressão em muitas das vítimas. Isso tudo é reflexo de uma nova geração que tem acesso à web mas cujos pais não tiveram antes e muitas vezes sequer sabem lidar com essas máquinas confusas dos dias de hoje.
Muitas pessoas optaram por se "desconectar" do mundo e cancelaram suas contas nas mais diversas comunidades virtuais que existem por aí. Mas de uma certa forma, a presença nesses meios é quase que exigência da sociedade, como se os desconectados fossem ficar marginalizados: afinal, dependendo do meio onde se vive, não é possível combinar saída com os amigos ou acessar as fotos do sobrinho bebê que nasceu no Piauí.

Ficamos então com o apelo ao bom senso. É necessário e importante que coloquemos um pouco de nossa vida nas redes sociais: isso faz parte das relações interpessoais do século XXI... e todos nós precisamos estar inseridos em uma sociedade de forma a sermos aceitos. Mas é preciso ter cuidado, porque tem gente ruim por aí e ter cada detalhe da vida declarado para qualquer um ler pode ser um pedido de sequestro ou de perseguição.
Mas uma coisa é certa: por mais que saibam o que fazemos, jamais a tecnologia vai possibilitar que saibamos dos sentimentos e do íntimo das pessoas. O que eu penso antes de dormir ou o que eu sinto quando abraço meus familiares na noite de natal... só eu sei, e isso ninguém consegue acessar por meio de cliques.

4 comentários:

FABIOTV disse...

Olá, tudo bem? Eu sempre tenho essa preocupação de não me expor totalmente na internet... Mas muitos querem virar celebridades da net e abusam da exposição... Abraços, Fabio www.fabiotv.zip.net

André San disse...

Oi Daniel, td bem? Fazer parte destas redes sociais é realmente algo que a gente acaba sendo exigido. Muitos das quais faço parte, faço por causa do meu trabalho. Não há como fugir disso, ou eu fico para trás. Mas sempre gostei do Orkut, pois ele possibilita estar em contato com amigos de perto, de longe, amigos novos, velhos amigos... Quantas pessoas a gente não reencontra por lá? Retomei o contato com vários amigos por lá. Até já tive uma relação amorosa com alguém que conheci na net! E foi muito legal! Mas é isso que você disse: é preciso equilíbrio. Não acho que é preciso rechaçar e rejeitar essas "novidades", mas ficar contando tudo o que se faz pode ser um prato cheio para sequestradores e afins. Como diz aquela propaganda: aprecie com moderação! Abraço!
André San - www.tele-visao.zip.net

Lucas disse...

Bah, fico com medo quando digito meu nome no Google, hauhauah... Até comentários em blogs já apareceram!
Lucas - www.cascudeando.zip.net

Roteirista disse...

Eu, por exemlo, não tenho orkut, não tenho facebook, não tenho ficker. Para não falar que eu não tenho nada, eu tenho MSN e um blog. As vezes eu me sinto um pouco por fora do que está acontecendo, inclusive já me aconteceu de não ser convidada para algumas festas. Não comprei a revista, mas vou passar na banca para ler. Acho que o problema maior é o falatório, ninguém gosta de ser difamado.